Design não é apenas o que parece e o que se sente. Design é como funciona. – Steve Jobs
Toda segunda, às 13h, gostamos de trazer uma pausa para pensar em algo que está moldando o mercado. E a provocação de hoje é simples: o que realmente conecta a gente a uma marca? Preço? Produto? Ou a sensação de que ela nos entende, fala a nossa língua e faz parte da nossa vida?
Cada vez mais, a resposta tem menos a ver com racionalidade e mais com emoção.
Vamos lá?
empatia e emoção: a nova moeda das marcas
Por muito tempo, o branding foi visto como uma entrega de logotipo, slogan e campanhas de mídia. Hoje, ele é sobre construir relações.
O consumidor deixou de ser um receptor passivo e passou a ser um protagonista: ele escolhe, compartilha, cobra e participa da história da marca. Nesse cenário, a emoção e a empatia não são apenas adereços, mas sim, o centro da estratégia.
A Mintel, Agência Global de Inteligência de Mercado e Pesquisa, aponta que em mercados de bens de consumo embalados, a decisão de compra vai muito além da funcionalidade.
Quase metade dos consumidores nos EUA (47%) acredita que o valor emocional pesa tanto quanto preço e qualidade.
Isso explica por que até itens simples, como snacks ou produtos de limpeza, podem despertar prazer e gerar conexão.
Quem nunca sentiu aquele gostinho bom ao abrir uma embalagem pensada nos detalhes? Ou não guardou uma lembrança boa de uma experiência oferecida por uma marca?
Essa dimensão emocional mexe com algo que vai além do produto: mexe com identidade, estilo de vida e com a sensação de pertencer.
do produto à experiência
Hoje, a experiência é a nova fidelidade. Não basta mais oferecer descontos ou pontos acumulados em programas de recompensa: as pessoas querem se sentir vistas e valorizadas.
Querem histórias, momentos, personalização. Marcas que entendem isso criam experiências que ampliam a relação para além da compra.
E aí entra um ponto-chave: fidelidade não se compra, se conquista. E a conquista está no detalhe: em um atendimento que resolve, em um gesto de cuidado inesperado, em um reconhecimento sincero do consumidor.
empatia: o diferencial brasileiro
Se a emoção abre portas, a empatia é o que garante permanência.
Um estudo divulgado pelo canal Meio & Mensagem revelou que 86% dos brasileiros valorizam empresas que demonstram cuidado genuíno com o consumidor. É um número grande, que mostra algo essencial: no Brasil, a empatia deixou de ser um valor “bonitinho” e passou a ser diferencial competitivo.
Em um país com tanta diversidade cultural e social, mostrar sensibilidade ao ouvir, acolher e adaptar-se às necessidades do consumidor é o que separa marcas que sobrevivem das que conquistam espaço no coração das pessoas.
Empatia é sobre compreender que o cliente não é uma métrica, mas alguém com expectativas, dores e sonhos. É sobre oferecer soluções que façam sentido para a realidade.
quando emoção e empatia se encontram
Quando esses dois elementos se encontram, nasce a confiança.
E confiança é um ativo que nenhuma campanha de mídia, por maior que seja, consegue comprar do dia para a noite. Ela é construída a partir de cada ponto de contato, de cada gesto de reconhecimento e de cada experiência que desperta emoção.
Em um mercado saturado de opções, confiança é o que mantém o consumidor por perto mesmo diante da concorrência. É o que faz ele escolher, recomendar e voltar.
A gente compra com a mente, mas só permanece onde o coração se sente em casa.
No fim, branding é menos sobre o que você vende e mais sobre como você faz as pessoas se sentirem. Emoção abre portas, empatia mantém abertas, e confiança constrói caminhos.
😰 a modelo de IA tá dando trabalho pra Hollywood: celebridades? Não! As agências querem mesmo é Tilly Norwood, uma criação 100% digital que promete “nunca envelhecer ou cansar”. Por outro lado, atores reais como Emily Blunt e Mara Wilson questionam: “E as centenas de mulheres cujos rostos foram usados para criá-la? Não podiam contratar nenhuma delas?”
🤖 já faz parte da nossa rotina: ChatGPT ganhou uma campanha global para mostrar que sim, ele já faz parte do seu dia a dia.
🇧🇷 as queridinhas dos brasileiros: um estudo da Ecglobal apontou quais são as marcas líderes em engajamento e conexão emocional em 33 categorias de mercado. Entre elas, estão: Tramontina, Havaianas, Uber, iFood, RedBull, Shopee, Coca-Cola, Hellmann’s, WhatsApp, Nestlé, Netflix, Itaú, Nubank, entre outras.
🤑 US$ 1,36 trilhão: esse é o número que a publicidade deve movimentar em 2027. A projeção da Warc aponta que setor deve crescer 7,4% em 2025, na comparação com o ano anterior.
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