Boa tarde!
Hoje é uma edição especial: nossa 100ª Naviews. 🎉
Cem semanas de trocas, reflexões e ideias sobre o jeito que vivemos, trabalhamos e criamos. Cem segundas-feiras pensando juntos sobre o mundo (e as telas) que nos cercam. Valeu por estar aqui desde o início (ou por ter chegado no meio do caminho e ficado).
E pra comemorar, o tema não poderia ser outro: a forma como o digital se tornou extensão da nossa vida real.
Se antes a gente usava a internet pra pesquisar no Google ou trocar mensagens com os amigos, hoje ela é o próprio lugar onde tudo acontece.
Vamos conversar sobre isso?
do “busca no Google” para “busca no feed”
Lembra quando a gente abria o Google pra tudo? Pois é.
Hoje, uma geração inteira abre o TikTok antes de abrir um mecanismo de busca. Isso não se restringe, claro, somente ao TikTok, mas também ao Instagram e YouTube.
Se você quer descobrir um restaurante novo, como fazer alguma coisa ou conhecer um destino de viagem diferente… é lá que se procura.
Mais de 40% da Geração Z já usa o TikTok como mecanismo de busca, e essa mudança de comportamento redefine o que é “estar presente online”.
Agora, o resultado não é mais um link com um texto, é um vídeo. A descoberta vem da narrativa, não do ranking.
WhatsApp: o lugar onde tudo acontece
É nesse mesmo movimento que o WhatsApp se consolidou como o outro grande “motor de vida digital”.
Se o TikTok nos ajuda a descobrir, o WhatsApp é onde tudo se desenrola.
No Brasil, 99% dos smartphones têm o aplicativo instalado e isso o torna, sem exageros, o maior ambiente social do país.
Ali circulam conversas de trabalho, trocas afetivas, decisões financeiras, fofocas, provas de amor (e de desamor também rsrs).
É um universo onde a intimidade e o profissional se cruzam o tempo todo, e é impossível traçar uma linha entre um e outro.
Em 2024, as vendas digitais iniciadas pelo WhatsApp somaram R$ 325 bilhões. Hoje, 70% das empresas brasileiras já utilizam o app como canal de marketing e atendimento.
Ou seja: ele não é só o meio, é o próprio mercado.
eles “sabem” de você (melhor do que você mesmo)
O WhatsApp conhece seus horários, seus vínculos, seus silêncios. O TikTok entende seu humor só pelos segundos que você passa em cada vídeo. O Instagram prevê o que você quer ver antes mesmo de você pensar nisso.
Esses aplicativos não são mais neutros: eles aprendem. E, aos poucos, moldam nossas rotinas, preferências e até emoções.
O que isso muda pra marcas, criadores e pessoas
Se o digital é o ambiente (e não apenas o canal), tudo muda.
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Marcas precisam falar no ritmo da conversa, não do anúncio.
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Criadores precisam responder perguntas que o público ainda nem formulou.
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Pessoas precisam entender que deixar rastros é inevitável e que existe poder (e responsabilidade) nisso.
O desafio é não apenas usar os aplicativos, mas entender que somos parte deles.
Eles são a infraestrutura da vida moderna.
Neles, trabalhamos, compramos, brigamos, sonhamos e lembramos.
👀 estamos de olho: sem avisar, LinkedIn começou a usar dados das pessoas para treinar IA. Após reclamações dos usuários, a plataforma atualizou seu contrato de usuário e política de privacidade, permitindo que os clientes optem por não usar os dados por meio de um botão de alternância nas configurações de seu perfil.
🤌🏻 parceria de milhões: Figma faz parceria com o Google para adicionar o Gemini à sua plataforma de design. A integração adicionou os modelos Gemini 2.5 Flash, Gemini 2.0 e Imagen 4 ao ecossistema de criação visual da empresa, ampliando as possibilidades de automação e geração de conteúdo para designers e equipes de produto.
💁🏻♀️ elas são demais: 5 vezes (das muitas) em que as mulheres turbinaram a economia mundial ao longo da história. De tecelãs da Idade do Bronze a banqueiras do século 20, as mulheres foram forças motrizes das economias mais dinâmicas da história.
🐶 pet pra todos os lados: mercado pet cresce e inspira novas narrativas na publicidade. O mercado pet deixou de ser um nicho para se tornar um dos segmentos mais promissores da publicidade. O Brasil já ocupa o terceiro lugar no ranking global de consumo pet, segundo dados da Abinpet, e esse avanço tem se refletido na comunicação: campanhas que antes se limitavam a destacar produtos agora investem em histórias de afeto, pertencimento e propósito.
Atenção, tripulante!
Todos podem ser autores do que divulgamos por aqui. Então se você tem uma dica, dado ou insight para compartilhar, é só falar com a gente.
Agradecemos por ler até o final, e não esqueça de compartilhar 🙂 💡
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